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Hiperidrose

Fonte: SBD - http://www.sbd.org.br/doencas/hiperidrose/

29/09/2015

 

O QUE É?
É uma condição que provoca suor excessivo. Os pacientes  podem suar mesmo em repouso. A sudorese é uma condição normal do nosso corpo e ajuda a manter a temperatura. É normal suar quando está calor, ou durante a prática de atividade físicas, ou em certas situações específicas, como momentos de raiva, nervosismo ou medo.

Porém, a sudorese excessiva ocorre mesmo sem a presença de qualquer desses fatores. Isso porque as glândulas sudoríparas dos pacientes são hiperfuncionantes. As hiperidrose pode decorrer de diferentes causas, como fatores emocionais, hereditários ou doenças. Diferentes regiões do corpo podem ser acometidas pela hiperidrose: axilas, palma das mãos, rosto, cabeça, sola dos pés e virilha.

Quando há transpiração extrema, esta pode ser embaraçosa, desconfortável, indutora de ansiedade e se tornar incapacitante. Pode perturbar todos os aspectos da vida de uma pessoa, desde a escolha da carreira e atividades recreativas até relacionamentos, bem-estar emocional e autoimagem.

 

SINTOMAS
O principal sintoma da hiperidrose é o suor excessivo, seja em todo o corpo, sejam em áreas localizadas, como axilas, mãos, pés ou rosto.

 

DIAGNÓSTICO
Há dois tipos de hiperidrose, primária focal e secundária generalizada. A hiperidrose focal aparece na infância ou adolescência, geralmente, nas mãos, pés, axilas, cabeça, ou rosto. As pessoas não suam quando dormem, ou em repouso. Normalmente há mais pessoas na mesma família com o mesmo problema. A hiperidrose primária focal afeta de 2 a 3% da população, no entanto, menos de 40% dos pacientes com essa condição consultam um médico.

O outro tipo é a hiperidrose secundária generalizada. Este tipo de transpiração excessiva é causado por uma condição médica, ou é efeito colateral de uma medicação. Ao contrário da hiperidrose focal primária, as pessoas com hiperidrose secundária suam em todas as áreas do corpo ou em áreas incomuns. Outra diferença fundamental entre os dois tipos de hiperidrose é que pessoas com hiperidrose generalizada secundária podem transpirar excessivamente durante o sono.

A hiperidrose secundária começa na fase adulta. O tratamento deste tipo de sudorese envolve primeiro determinar a causa da condição, seja outra doença ou uma medicação.

Há dois testes para se descobrir o tamanho da hiperidrose. O teste de amido-iodo, que consiste em uma aplicação de uma solução de iodo para a área suada e, após secagem, o amido é aspergido sobre a zona. A combinação amido e iodo com o suor deixa a região cor azul escuro. O outro método é o do papel de teste. Um papel especial é colocado sobre a área afetada para absorver o suor, e depois é pesado​​. Quanto mais peso tiver, mais suor se acumulou.

 

TRATAMENTO
Veja alguns tratamentos disponíveis e que podem ser prescritos por um dermatologista.

Antitranspirantes: sudorese excessiva pode ser controlada com fortes antitranspirantes.
Medicamentos: drogas anticolinérgicas ajudam a impedir a estimulação das glândulas sudoríparas, mas, embora eficazes para alguns pacientes, é pouco receitado. Os efeitos colaterais incluem boca seca, tonturas e problemas com a micção. Os beta-bloqueadores ou benzodiazepínicos pode ajudar a reduzir a transpiração relacionada ao estresse.
Iontoforese: Este procedimento usa eletricidade para “desligar” temporariamente a glândula do suor e é mais eficaz para a transpiração das mãos e dos pés. As mãos e os pés são colocados em água e, em seguida, liga-se uma leve corrente elétrica. Esta é gradualmente aumentada até que o paciente sente uma sensação de formigamento. A terapia dura entre 10 e 20 minutos, e requer várias sessões. Os efeitos colaterais, embora raro, incluem bolhas e rachaduras da pele.
Toxina botulínica tipo A: A toxina botulínica purificada pode ser injetada na axila, nas mãos ou nos pés para bloquear temporariamente os nervos que estimulam a sudorese.
Simpatectomia torácica endoscópica (STE): em casos graves, pode-se recomendar um procedimento cirúrgico, que é minimamente invasivo. Isso ocorre quando outros tratamentos falharam. Este procedimento desliga o sinal que diz ao corpo para suar excessivamente, normalmente realizado em pacientes cujas palmas das mãos suam excessivamente. Também pode ser usado para tratar a extrema transpiração do rosto. STE não funciona igualmente bem para quem tem sudorese excessiva nas axilas. A principal complicação é começar a suar em outras áreas do corpo, onde isso não ocorria anteriormente.

Prevenção é a base para evitar câncer de pele, diz dermatologista

Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil 

Edição: Stênio Ribeiro

07/04/2015

 

O Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca) calcula que, dos cerca de 580 mil novos casos de câncer estimados para este ano, no Brasil, o de pele do tipo não melanoma será o de maior incidência, com mais de 180 mil casos. Esse é também o tipo de câncer mais frequente em todo o mundo, disse o coordenador da Campanha Nacional de Combate ao Câncer de Pele da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), Emerson Vasconcelos de Andrade Lima. Amanhã (8) comemora-se o Dia Mundial de Combate ao Câncer.

 

Segundo o médico, “a pele está exposta ao sol, e este é o principal fator determinante do desenvolvimento do câncer de pele, principalmente do carcinoma basocelular”. Outros tipos de câncer de pele são o carcinoma espinocelular e o melanoma maligno. Para o especialista, a melhor maneira de evitar o câncer de pele é prevenir. “Prevenção é a base”. A postura recomendada é fotoprotetora. Além de usar filtros solares, é preciso evitar a exposição ao sol nos horários de maior incidência de radiação ultravioleta B e A.

 

A Sociedade Brasileira de Dermatologia sugere também medidas de fotoproteção física, que incluem o uso de bonés, chapéus e óculos de sol.

 

Segundo o dermatologista, o filtro solar é obrigatório em crianças a partir de 6 meses de idade, e deve ser reaplicado, independentemente da estação do ano e do tipo de pele. Ele descartou a crença de que pessoas mais morenas, em função da presença de melanina, estejam protegidas de ter câncer de pele. “Não é isso que se observa”, ressaltou Lima. Ele admitiu que os indivíduos mais morenos têm menor chance de se queimar ou de o bronzeamento provocar bolhas. Mesmo assim, há necessidade de uso do filtro solar, qualquer que seja a cor da pele, acrescentou.

 

O indivíduo branco tem tendência maior a desenvolver câncer de pele, porque não tem melanina – pigmento da pele funciona como barreira, reduzindo a incidência da radiação solar. Lima salientou, entretanto, que o efeito é somatório. “Independente[mente] de ser branco, moreno ou negro, você tem a chance de desenvolver câncer de pele. O passar dos anos é que vai determinar isso”. Como a taxa de longevidade é alta, atualmente, aumentam também as probabilidades de câncer de pele, “porque esse efeito é somatório”, insistiu.

 

Atividades esportivas, banhos de piscina, idas à praia ou a feiras livres, e até mesmo a ida ao trabalho, no dia a dia, ao sol, deixam a pessoa exposta à radiação ultravioleta. “E esse efeito somatório, durante anos, favorece o desencadeamento. Temos visto o aparecimento de câncer de pele mais precoce do que antigamente”, destacou.

 

O dermatologista advertiu que a camada de ozônio, em função da emissão de gases poluentes e das mudanças climáticas, está cada vez mais tênue, facilitando a incidência crescente de radiação ultravioleta nas pessoas. Como os indivíduos continuam a se expor ao sol de maneira extrema, o receio é que a taxa desse tipo de tumor continue a aumentar. Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, o aparecimento de pintas escuras ou manchas na pele e a presença de lesões que não cicatrizam podem ser sinal de melanoma maligno e devem levar a pessoa a procurar um especialista.

 

O carcinoma basocelular, mais comum e com relação mais estreita com a radiação ultravioleta, apresenta-se em geral sob a forma de caroços que sangram com facilidade e aparecem em áreas expostas, como a face, dorso, tórax, braços, pernas, couro cabeludo, lábios e orelhas dos homens. Essas lesões, quando identificadas, devem ser removidas o mais precocemente possível.

 
DERMOCOSMÉTICOS PARA MULHERES E HOMENS

Dra. Mariana de Andrade Lima - Dezembro de 2014

 

A ampla oferta de novos ativos no mercado mundial dos dermocosméticos é um dos sinais do seu crescente desenvolvimento. O filtro solar lidera a venda desses agentes, sendo considerado pelos dermatologistas como a maior arma contra o envelhecimento cutâneo provocado pelo sol , além de contribuir para o clareamento de manchas e prevenção do câncer da pele, principalmente quando usado diariamente e com FPS adequado.

Os hidratantes também evoluíram nos últimos anos.A melhoria na textura e aroma foi fundamental para garantir a adesão, somada a nanotecnologia introduzida para a adição de ativos fundamentais  à hidratação da pele ressecada, principalmente nos indivíduos sensíveis a produtos com aromas e extratos sensibilizantes e em condições de calor e frio extremos.
Os sabonetes e limpadores da atualidade cumprem sua função de desengordurar e higienizar a pele sem ressecar, seguindos dos xampus e condicionadores que têm apresentado formulações adequadas ao tratamento da oleosidade e irritação do couro cabeludo, ao tratamento dos cabelos mais secos e à melhoria dos fios maltratados por fatores ambientais e pelo uso de química.      
Um alerta se faz necessário quando nos referimos as maquiagens, especialmente no que se refere ao seu uso cada vez mais precoce. Esses utensílios devem está criteriosamente adequados ao tipo de pele do usuário, evitando-se seu uso para encobrir uma pele com acne ou oleosa, a qual merece tratamento médico especializado. Muito menos deve-se estimular seu uso em crianças cuja pele é mais sensível e passível de desenvolver irritação, coceira e manchas, principalmente se produtos fabricados para serem utilizados em bonecas são utilizados inadivertidamente nas pequenas.        

Fica a dica: apesar dos inúmeros potes de ativos antiradicais livres e hidratantes nas prateleiras de freeshops e farmácias que prometem embelezar e rejuvenescer, nunca faça essa escolha sem a consulta a um dermatologista. A pele como qualquer órgão do corpo humano exige cuidado especializado e o mal uso de produtos e a utilização de agentes inadequados podem trazer perdas que o tempo só irão evidenciar. Ter a pele bem cuidada é reflexo de saúde e autoestima.   

 
Radiofrequência Pulsada com Multiagulhas (RFPM®) no Tratamento de Estrias Antigas

Dr. Emerson de Andrade Lima - Junho - 2017

 

O tratamento das estrias é sempre um desafio e os bons resultados tornam-se ainda mais difíceis quando estamos diante de lesões antigas e atróficas. As estrias tardias, resultantes frequentemente do estiramento da pele e da ruptura de fibras colágenas e elásticas na derme, apresentam-se como cicatrizes com substancial comprometimento da textura, relevo e coloração da pele acometida. Algumas regiões são mais facilmente envolvidas por estrias: lombossacral e flancos, em homens; abdome, quadril e mamas, em mulheres. Condições como gestação, aumento de peso, hipertrofia muscular e o estirão puberal são fatores favorecedores, bem como algumas doenças (p. ex., síndrome de Cushing) e administração oral e tópica desregrada de corticosteroides.

Vários tratamentos têm sido propostos, oferecendo melhores resultados nas estrias rubras (recentes) quando comparados aos das estrias albas (tardias/atróficas). Tretinoína tópica, peelings, microagulhamento, microdermoabrasão, lasers fracionados e luz intensa pulsada são algumas das opções terapêuticas utilizadas pela dermatologia para abordar essas lesões. No entanto, não há um tratamento considerado ideal, e os resultados – muitas vezes modestos – sinalizam o seu desafio.

Em 2015, o presente autor desenvolveu eletrodos que, acoplados a um aparelho de radiofrequência, têm oferecido excelentes resultados no tratamento de estrias atróficas. A radiofrequência pulsada com multiagulhas (RFPM®) baseia-se na utilização de energia fracionada randômica de alta frequência disparada sobre a pele, que resulta em regeneração dérmica na interface papilar-reticular, por meio da estimulação de fibroblastos com consequente síntese de fibras colágenas e fibras elásticas, bem como regeneração epidérmica gerada pela migração de queratinócitos.

As figuras ao lado apresentam um desenho esquemático do tratamento e a sua evolução, mostrando a regeneração do tecido. Trata-se de uma abordagem inovadora, com base na energia subablativa, por meio de eletrodos com várias agulhas, conectados a um aparelho de radioeletrocirurgia. Essa técnica, realizada de forma precisa e pontuada, não compromete o tecido adjacente aos micropontos vaporizados e provoca significativo impacto tecidual, viabilizando, assim, o estímulo para o novo colágeno.

Para a execução da RFPM®, são necessários eletrodos denominados Lima 2, Lima 4 e Lima 8, nomenclatura referenciada ao autor. São constituídos, respectivamente, por 2, 4 ou 8 agulhas de tungstênio, com diâmetro de 100 milésimos de milímetro, peso e comprimento idênticos; dispostas paralelamente, com o objetivo de atingir o mesmo nível de profundidade. Com comprimento de 2,5 mm, essas agulhas ultrapassam a epiderme e atuam na derme, estimulando a contração e a renovação do colágeno, melhorando substancialmente o aspecto cosmético das estrias.

O procedimento é ambulatorial, mas exige todos os critérios de uma intervenção cirúrgica, tais como assepsia, anestesia infiltrativa e ambiente adequado aprovado pela Anvisa. É necessário conhecimento dermatológico e habilitação técnica para realização do procedimento, visto que, em mãos inábeis, podem ocorrer complicações como hiperpigmentação pós-inflamatória.

 

Onde estamos

 

RECIFE: Empresarial - International Business Center - Av. Agamenon Magalhães, nº2.939 - Salas 403/404 - Espinheiro

Tel: +55 81 3242-4419 | (81) 9.9998-3097.

 

SÃO PAULO: Av. das Nações Unidas, nº12.399 - 8º andar - Cj. 82-B - Brooklin

CEP: 04578-000 | Tel: (11) 3384.6216 e 3384.6217.

 

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